Reggio Emilia

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Mensagem  rosa em Qua Fev 20, 2008 9:29 am

Após a análise pormenorizada de todos os itens do modelo curricular Reggio Emília posso salientar que, do meu ponto de vista, alguns dos itens não foram muito bem pensados e estruturados de acordo com o mundo da educação de infância.
Concretamente no que se refere à organização do espaço penso que a existência de espaços comuns é bastante benéfica para as crianças, na medida em que, visa facilitar a integração social, a exploração e a aprendizagem cooperativa. A sua organização também prima por ser um espaço flexível e estar aberto às mudanças das crianças e educadores de modo a dar resposta às suas necessidades e permitir-lhes ser protagonistas do seu conhecimento. Trata-se, no meu ver, de uma organização adequada porque tende a promover a cooperação, a interacção, a colaborações, a comunicação e as relações.
No que diz respeito à organização do tempo, considero que, apesar da organização deste permitir às crianças oportunidades de estabelecer diferentes tipos de interacção, seria importantíssimo o estabelecimento prévio de rotinas, uma vez que estas permitem à criança adquirir a sequência temporal e a aquisição, para ela própria, de rotinas. A inexistência de um tempo predeterminado para cada uma das diferentes actividades também penso não ser o mais benéfico. Considero que o mais “saudável” seria, que para cada actividade planeada pelo educador, este lhe atribuísse um tempo específico, sendo que caso notasse que as crianças já se sentiam saturadas passaria então para outra actividade.
Creio também não ser o mais correcto as crianças terem de esperar que todo o grupo chegue, para posteriormente, se reunirem na sua sala com os respectivos educadores, uma vez que poderiam muito bem fazê-lo à medida que iam chegando.
De acordo com o meu ponto de vista não deveriam ser as crianças sozinhas a escolherem as actividades em que querem trabalhar e quais os materiais e equipamentos de que vão necessitar, embora seja defendido por este modelo que desta forma, as crianças podem, ao longo de um dia, estabelecer diferentes tipos de interacção, trabalhar em diferentes espaços e com uma variadíssima gama de materiais. No meu ver só o educador sabe o que pretende desenvolver ao planificar uma determinada actividade. Penso que seria importante sim, que o educador tivesse em conta as ideias das crianças e que estabelecesse com elas uma negociação, mas daí a deixá-las responsáveis por todas as escolhas não considero que seja o mais indicado nem o mais benéfico para o seu desenvolvimento a vários níveis. A troca de ideias entre crianças e educador não condiciona, na minha opinião, a possibilidade das crianças poderem, ao longo de um dia, estabelecer diferentes tipos de interacção, trabalhar em diferentes espaços e com uma variadíssima gama de materiais, muito pelo contrário, tratar-se-ia, possivelmente, de uma gestão muito mais adequada e estruturada do tempo.
No que se refere à interacção adulto/criança, e apesar de considerar que é deveras importante o papel que o adulto desempenha, não como facilitador, mas sim como estimulador, encorajador, cooperando com as crianças, penso que, por vezes, o educador poderia adoptar um papel mais interactivo. O que me parece primar pela sua importância é o papel que lhe compete de organizar um ambiente rico e estimulante em materiais e equipamentos, que proporcione às crianças uma diversidade de experiências e que vá de encontro às necessidades e interesses individuais e do grupo de pares.
Segundo o meu ponto de vista, o trabalho em equipa é um aspecto a realçar neste modelo. Considero ser de grande importância o trabalho conjunto dos diversos intervenientes no processo educativo, pois acredito que as várias estratégias adoptadas, as reuniões, a troca de ideias e o facto de reflectirem em conjunto, melhorem substancialmente o desenrolar da acção educativa.
Outro dos aspectos que considero ser de extrema consideração, neste modelo, é o papel adoptado pelos pais, não só no que respeita às “funções” que desempenham dentro da instituição, mas também no fornecimento das várias informações acerca da criança, para que desta forma, o educador possua um maior conhecimento desta.
A articulação com a comunidade acredito também ser um dos aspectos positivos deste modelo, uma vez que, na minha opinião, as interacções são de extrema importância para o processo de desenvolvimento da criança a todos os níveis, e não só no interior do Jardim-de-infância como também no exterior.

rosa

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